eCommerce / EDI
Podemos definir Comércio Eletrônico - eCommerce - como a capacidade de realizar transações envolvendo a troca de bens ou serviços entre duas ou mais partes utilizando meios eletrônicos.
As empresas nunca tiveram acesso a tantas aplicações de eCommerce como têm hoje, estas aplicações vão desde compras on-line, com a utilização da WEB até processos automatizados tendo a INTERNET como meio de transporte dos dados.
A GS1, dentro deste cenário, tem a missão de promover e facilitar comunicações eletrônicas de negócios entre organizações, viabilizando processos de integração colaborativa de modo eficiente e eficaz através de padrões globais, atuando da seguinte maneira:
A GS1 Brasil atua também na coordenação de trabalhos para padronização e recomendação de aplicação de ferramentas de interesse da comunicade para comércio eletrônico, como é o caso da linguagem XML (eXtensible Markup Language) apropriada para EDI via internet.
EDI - Intercâmbio Eletrônico de Dados
O que é EDI ?
A sigla abrevia "Electronic Data Interchange", ou, em português, Intercâmbio Eletrônico de Dados.
A idéia por trás do EDI é relativamente simples, muitas empresas utilizam computadores para organizar os processos comerciais e administrativos ou ainda para editar textos e documentos, a maioria das informações é introduzida no computador manualmente, através de digitação. Quando as empresas se comunicam, por exemplo, para encomendar mercadorias ou cobrar os clientes, porque, ao invés de datilografar um formulário em papel e enviá-lo por fax para seu parceiro, não transferir eletronicamente essas informações diretamente do computador da empresa para os computadores de seus clientes, fornecedores, bancos e outros.
Empresas diferentes têm necessidades, processos, formas, sistemas de computadores, softwares e sofisticação técnica diferentes. Ao implementar o EDI, é preciso levar em conta questões como sua integração como os processos internos da empresa e a maneira de trocar os dados de acordo com as necessidades dos parceiros. Para que os documentos eletrônicos e os dados fluam harmoniosamente entre as empresas e sejam corretamente interpretados, é preciso que sejam respeitadas certas regras. Essas regras definem o conteúdo de informação, isto é, os dados dos documentos, e a forma como eles são transmitidos. A GS1 Brasil incentiva e viabiliza a utilização de um padrão multi-setorial para o intercâmbio de dados, o EDIFACT/EANCOM, um padrão internacional que foi adequado ao Brasil a partir de 1993.
Quais os benefícios do EDI?
Os principais resultados atingidos com a implantação do EDI são:
Introdução ao XML
XML foi desenvolvido pela Word Wide Web Consortium (www.w3c.org), consórcio internacional que regulamenta padrões para a WEB e surgiu para trazer o poder do SGML para a Web, agregando semântica aos seus conteúdos, contornando as limitações do HTML ou Hiper Text Markup Language e tornando possível novos tipos de aplicações na Internet.
XML é uma "metalinguagem" que define regras para a criação de linguagem de marcação para exemplos codificados de um documento particular ou tipo de mensagem.
A especificação formal de qualquer linguagem de marcação definida usando SGML ou XML é chamada de DTD (Document Type Definition) ou Schema XML. Um exemplo de documento que obedece as regras do DTD ou Schema XML associado a ele é chamado "válido". Através desta linguagem, é possível se dizer com precisão, por exemplo, que uma página está falando sobre um determinado livro, um capítulo de um livro ou o seu sumário. Com isso, já se pode imaginar mecanismos de busca com uma precisão invejável, dentre outras coisas.
Características do XML
As forças
Para comunicações EDI entre empresas de todo tamanho, o XML aparece para oferecer um número significante de vantagens. Diferente das sintaxes tradicionais de EDI, tais como o EDIFACT, o XML não precisa do desenvolvimento de uma aplicação específica dentro da empresa para tornar a informação contida na aplicação em uma mensagem entendida pela pessoa que utiliza o dado.
O mesmo dado XML pode ser apresentado tanto em um Navegador WEB quanto uma aplicação interna (assumindo que a aplicação de interface exista) sem qualquer manipulação adicional ou programa de computador especial.
As fraquezas
Apesar do XML ser utilizado na troca de dados de uma aplicação ao browser para interpretação humana, ele não apresenta vantagem na troca de dados de uma aplicação para outra. As trocas diretamente entre aplicações são possíveis, mas estas devem sem conduzidas utilizando algum "dialeto" XML direcionado para que ambas as aplicações possam entender a informação. A criação destes "dialetos", hoje, é regulamentada e controlada de qualquer maneira. De fato, isto é considerado por alguns a maior fraqueza do XML, que conduz à possibilidade de vários dialetos diferentes sendo criados para suportar a mesma aplicação de negócios.
Convivência do XML e EDI/EANCOM
A GS1 não vê o XML substituindo as tradicionais sintaxes EDI, tais como o UN/EDIFACT.
Nos níveis mais baixos, o XML e o EDIFACT são meramente sintaxes EDI, ambos com forças e fraquezas significativas. Nós acreditamos que a implementação do EDIFACT continuará a crescer nos próximos 5 a 10 anos, e que tanto o XML como o EDIFACT serão utilizados como padrões complementares durante este período.
O que a GS1 está fazendo com relação ao XML
A GS1 está oferecendo um conjunto de padrões B2B globais desenvolvido através do processo direcionado ao usuário que tem como objetivo o correto endereçamento de suas necessidades reais. Os Padrões XML GS1 são destinados a solucionar alguns dos principais desafios criados pelo comércio eletrônico entre empresas (B2B) baseado na Internet (Internet-based business-to-business), que incluem:
Os padrões fazem com que uma empresa adote uma solução comum que satisfaça as necessidades de um setor com um todo. Eles também simplificam o processo e permitem que cada participante faça as mesmas coisas da mesma maneira, criando, assim, eficiências e práticas de negócios aperfeiçoadas.
Padrões XML GS1
Os Padrões XML GS1 baseiam-se em um conjunto "core" de esquemas XML, de acordo com as mais recentes recomendações do W3C. Esses esquemas serão utilizados por todos os setores através de extensões que satisfazem as necessidades de cada setor específico. Os esquemas XML GS1 são produzidos a partir dos requisitos de negócios capturados e documentados em modelos de processos de negócios UML (Unified Modeling Language). Os Padrões XML GS1 baseiam-se no princípio de Simpl-eb e, inicialmente, cobrirão bens de consumo de alto giro (FMCG), como os gêneros alimentícios secos.
*Mensagens padrões de negócios GS1 XML versão 1.3.1: Esta publicação contém a versão 1.3 do padrão aberto voluntário e global para troca de documentos eletrônicos de negócios usando o eXtensible Markup Language (XML) dentro do Sistema GS1. O Sistema GS1, criado pela GS1, inclui as especificações, padrões e a linha de direção para o eCommerce. Identifica produtos físicos assim como outros atributos críticos usados em mensagens eletrônicas de documentos contendo as informações dos produtos. Estas mensagens incluem as seguintes funções de negócios: Alinhamento de Dados (Align Data), Plano (Plan), Pedido (Order), Entrega (Deliver) e Pagamento (Pay). O Sistema GS1 permite que empresas de qualquer tamanho se comunicarem através da Linguagem Global de Negócios. Saiba mais
*Esquemas GS1 XML versão 1.3.1
*Guia arquitetural XML GS1 versão 1.0
*Como utilizar os padrões GS1 XML versão 1.3.1: Este documento apresenta a estrutura do set de schemas XML do padrão GS1, explicando a utilização dos seus componentes.
O EDI e o UN/EDIFACT
A linguagem de comunicação é essencial para o EDI, pois as informações geradas por um Sistema devem ser interpretadas automaticamente por outro Sistema, em outro computador de uma outra empresa.
Na implantação de um projeto EDI muitas empresas são tentadas a definir sua própria linguagem EDI, impondo-a aos seus parceiros. O tempo requerido para uma empresa adequar seus sistemas a qualquer linguagem EDI não tem sido na prática inferior a 60 dias, porém se essa linguagem for um padrão de mercado, os mesmos 60 dias habilitam a empresa a praticar EDI com muitos parceiros.
Em meados da década de 70 a Organização das Nações Unidas estabeleceu um grupo de trabalho para definir uma linguagem padronizada para o EDI, válida para todas as empresas em qualquer segmento de mercado e em qualquer país. Essa nova linguagem surgiu nos anos 80 e foi batizada como UN/EDIFACT (United Nations Electronic Data Interchange for Administration,Commerce and Transport), ou simplesmente DIFACT. Esse padrão congrega hoje mais de 200 documentos eletrônicos, ou "mensagens" no padrão EDIFACT, que atendem às necessidades de negócio de muitos segmentos do mercado. Existem desde mensagens para implementar a compra de mercadorias, por exemplo, o Pedido de Compra, até mensagens para transmitir o prontuário médico de um paciente de um hospital para outro.
A GS1 é participante ativa no processo de desenvolvimento do UN/EDIFACT nos níveis nacional, regional e internacional.
O que é EANCOM?
Histórico
A GS1 e suas organizações de numeração, entidades nacionais como a GS1 Brasil, não são novas no campo do EDI. Algumas organizações de numeração, como a GS1 Suécia, desenvolveram padrões setoriais já em 1972, e a Organização de Numeração GS1 no Reino Unido,publicou o padrão TRADACOMS, com grande êxito, em 1982.Em vista das atividades das organizações de numeração em EDI e em resposta a uma crescente demanda por um padrão internacional entre as empresas associadas, a Assembléia Geral da GS1 resolveu, em 1987, lançar o projeto EDI/EANCOM.
O EANCOM devia ser desenvolvido com base no padrão internacional UN/EDIFACT, que surgia na época. O principal objetivo do EANCOM desde cedo foi facilitar a utilização do EDIFACT, pois as mensagens EDIFACT são complexas e muito genéricas, levando comumente os usuários a interpretar mal os princípios e intenções originais dos seus projetistas.
Definição
O EANCOM é uma simplificação das mensagens EDIFACT. A GS1, e suas Organizações Membro publicam guias práticos de implementação das mensagens EDIFACT/EANCOM de fácil interpretação pelos usuários. Além disso, há cursos regulares na GS1 Brasil para instrução sobre mensagens padronizadas de negócios para o comércio eletrônico. Adicionalmente, o EANCOM harmoniza o EDIFACT com o Sistema de Identificação GS1, permitindo a especificação de produtos, embalagens, unidades de despacho e locais de modo preciso e objetivo. O EANCOM é apresentado em um manual de implementação detalhado, com exemplos, definições e explicações claras que permitem implementar as mensagens EDIFACT de uma maneira precisa e rápida. O Manual EANCOM foi adequado às condições nacionais em 1993 pela GS1 Brasil, estando disponível para os interessados.
Além do EANCOM já ser um padrão adotado por mais de 50 mil empresas no mundo e por isso ter despertado a demanda de mercado, através de empresas que já o implantaram e requisitam o padrão de seus parceiros comercias, as empresas que ainda não o utilizam buscam conhecê-lo e adotá-lo devido a uma série de benefícios.
Quais são os benefícios do EANCOM?
No EDI, é essencial identificar sem ambigüidade os produtos ou serviços além das partes envolvidas nas transações comerciais. Codificar as informações trocadas pelo EDI é decisivo para o processamento automático.
Nas mensagens EANCOM, cada produto é identificado por um código padronizado GS1 exclusivo, denominado GTIN (Global Trade Item Number ou Número Global do Item Comercial) e cada parte é identificada por um número GS1 exclusivo de localização, denominado GLN (Global Location Number ou Número Global de Localização). O GTIN e GLN são suportados pela estrutura numérica GTIN-13. O uso dos padrões GS1 no EDI proporciona os seguintes benefícios: