Entre as empresas que estão participando de projetos piloto para incorporar etiquetas com código de barras GS1-128 em suas operações está a Conservas Oderich, que tem 90 anos de atuação e fabrica mais de 200 tipos de produtos, entre frios, conservas, compotas de frutas e condimentos.
"Estamos testando as funcionalidades da identificação padronizada na nossa operação com pêssegos, desde a lavoura até a expedição. Dados de outros países mostram que esse processo automatizado e identificado permite redução de até 20% nos custos de produção. Além disso, é um diferencial de mercado: com a identificação, nos habilitamos à certificação de qualidade de origem, cada vez mais importante para o mercado externo", diz Cláudio Oderich, proprietário da empresa. Cerca de 15% da produção da Oderich é exportada.
Pelo processo implantado na Oderich, cada caixa de pêssego é considerada um lote e recebe a identificação com o código de barras GS1-128, ainda no campo. Esse código está relacionado com as informações de manejo do produto - época do plantio, sementes e insumos utilizados, condições climáticas e colheita. Dessa forma, é possível identificar todas as informações de origem no produto final. Ou seja, se um consumidor da lata de compota de pêssego precisar saber os insumos utilizados na plantação do produto, a Oderich poderá informar com precisão.
A Fischer Fraiburgo Agrícola e a Schio Agropecuária, duas grandes fornecedoras de maçã, também já implantaram projetos semelhantes de identificação utilizando o GS1-128. "O nível de exigência do consumidor por informação cresceu muito, devido a uma nova forma de ver a segurança alimentar. Já estávamos investindo em rastreabilidade com procedimentos manuais. Mas agora, com o processo eletrônico, graças à utilização do código de barras e da automação interna, ganhamos agilidade e confiabilidade", afirma Silvio José Gmach, gerente do Packing House da empresa. Sediada em Fraiburgo, Santa Catarina, a Fischer chega a receber no pico da colheita 1,5 mil toneladas de maçãs por dia. As frutas são separadas por cor, peso, categoria e diâmetro, e armazenadas em 105 câmaras frigoríficas espalhadas pelos três centros de armazenamento da empresa. Desde janeiro deste ano, todo o processo é automatizado, do campo até a expedição.
"O código de barras chegou ao campo", afirma Luís Menegon, do Centro de Processamento de Dados da Schio Agropecuária. A empresa identifica as frutas desde a lavoura até a expedição e está automatizando todo o chão de fábrica, para aproveitar melhor as funcionalidades da identificação na gestão do negócio. "As etiquetas são impressas no pomar e colocadas dentro de um saco plástico grampeado, para chegarem intactas até a nossa sede. É trabalhoso, mas vale a pena. O processo permite reduzir custos, ganhar agilidade e garantir a qualidade dos produtos", ressalta Menegon. Diariamente, a empresa de Vacaria, no Rio Grande do Sul, recebe cerca de 250 toneladas de maçãs, que são processadas para a venda in natura pré-embalada.
Cartilhas de frutas
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