
A rastreabilidade do algodão desde a origem.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Abrapa, foi criada em 07 de abril de 1999, tendo como propósitos garantir e incrementar a rentabilidade do setor, por meio da união e organização dos agentes, e buscar a sustentabilidade estratégica, atuando política, social e economicamente junto aos setores públicos e privados, sendo a fomentadora da melhoria da produção com responsabilidade social e ambiental. Cumprindo este papel, hoje, a Abrapa representa 99% de toda a área plantada e 100% da exportação de algodão no Brasil.
Representante legítima da cotonicultura brasileira, a Abrapa é constituída por nove associações estaduais: a Abapa (Bahia), a Acopar (Paraná), a Agopa (Goiás), a Amapa (Maranhão), a Amipa (Minas Gerais), a Ampa (Mato Grosso), a Ampasul (Mato Grosso do Sul), a Apipa (Piauí) e a Appa (São Paulo). É a voz que fala pelos cotonicultores brasileiros, no Brasil ou no mundo, sejam eles grandes ou pequenos.
O Sistema Abrapa de Identificação (SAI) nasceu no Mato Grosso, em 2003, com a finalidade de oferecer rastreabilidade para os fardos produzidos no Estado. Em 2004, o projeto foi expandindo para todos os Estados associados à Abrapa, oferecendo ao usuário final a possibilidade de identificar, visualmente, a origem do fardo adquirido. Para a ABRAPA o sistema permite ter outros dados, como: quantidade de algodoeiras e prensas instaladas (ativas e inativas), capacidade de produção por estado, utilização de etiquetas nas algodoeiras, entre outras, tais dados permitem conhecer a realidade de cada usina de beneficiamento no Brasil.


Acompanhando as tendências em tecnologia, o Sistema SAI migrou para o mundo virtual, tendo seu início no final de 2007 e após os ajustes necessários concluído em Outubro de 2009. Este projeto passou por uma fase piloto, e após aprovado foi disponibilizado em abril de 2010. O novo sistema além de oferecer todo o histórico das etiquetas e a rastreabilidade dos fardos, permitiu às algodoeiras que não possuíam um controle interno, obter um histórico do que foi adquirido de etiquetas, bem como a quantidade de fardos beneficiados em cada safra, bastando para isso, que atualizassem o sistema ao final do beneficiamento da safra em andamento. Fato que trouxe grande aceitação dos usuários.
Desse modo, hoje é possível extrair diversos tipos de relatórios e estatísticas, tendo por base as informações transmitidas pelas Algodoeiras no momento em que se cadastraram ao Sistema, dentre os quais podemos destacar o crescimento da adesão ao Sistema Abrapa de Identificação pelas algodoeiras existentes no Brasil, e a capacidade instalada de beneficiamento em cada estado.
O SAI utiliza o padrão GS1-128. Cada fardo de Algodão carrega uma etiqueta com o código de barras SSCC – Código de Série de Unidade Logística. Com o SSCC é possível serializar (individualizar) cada fardo produzido, permitindo rastrear o algodão desde a origem até o seu destino final, proporcionando ao produtor e comprador credibilidade e confiança comercial.
As etiquetas devem ser afixadas de tal forma que, olhando-se o fardo em pé (apoiado na menor superfície), a etiqueta esteja localizada no alto da face lateral que tem a menor largura (não na face oposta a que está apoiada) - figuras 1 e 2. Exige-se que a etiqueta fique em lugar visível no fardo e cabe ao armazenador manter a visibilidade da mesma a fim de facilitar o trabalho operacional.

As etiquetas devem ser afixadas de tal forma que, olhando-se o fardo em pé (apoiado na menor superfície), a etiqueta esteja localizada no alto da face lateral que tem a menor largura (não na face oposta a que está apoiada) - figuras 1 e 2. Exige-se que a etiqueta fique em lugar visível no fardo e cabe ao armazenador manter a visibilidade da mesma a fim de facilitar o trabalho operacional.
| Benefícios | Novidades para 2014 |
|---|---|
Para a usina/algodoeira, o sistema só traz vantagens, destacando-se, entre outras:
2.Facilidade para vender o algodão ao Mercado externo; | Para aumentar a desempenho do processo de leitura do código de barras, captura e tratamento das informações dos fardos produzidos. A ABRAPA com o apoio das algodoeiras está reestruturando o modelo da etiqueta. No geral esta nova etiqueta trará uma qualidade percebida muito maior em todos os aspectos, além disto, as algodoeiras estão estruturando processos novos totalmente automatizados, expandindo o modelo de rastreabilidade atual. |