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Estudo sobre o impacto da qualidade do código de barras no PDV, tira-teima e inventário do EXTRA

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O GPA é uma empresa do Grupo Casino, um dos líderes mundiais no varejo de alimentos. Maior empresa de varejo da América Latina, com mais de 2.100 pontos de venda, é o maior empregador privado do Brasil, com mais de 158 mil colaboradores, além de uma infraestrutura logística formada por 60 centros de distribuição e entrepostos.

Para atender aos diferentes perfis de consumidores nos mais variados momentos de compra, o GPA mantém uma atuação multinegócio e multicanal, com lojas físicas e operações de comércio eletrônico, divididos em segmentos - Varejo Alimentar, Atacado de Autosserviço, Eletro e Móveis, Comércio Eletrônico e Galerias. 

Seguindo essa segmentação, a estrutura de negócio do GPA está dividida em 5 Unidades de Negócios:
 
• Multivarejo: da qual fazem parte as bandeiras Extra e Pão de Açúcar e seus respectivos formatos e canais. A Multivarejo também atua junto aos seus consumidores oferecendo uma vasta linha de produtos de marcas exclusivas, como: Taeq, Qualitá, Casino, Caras do Brasil, Club des Sommeliers e Finlandek. 

• Via Varejo: com a Casas Bahia e o Pontofrio, especialistas em móveis e eletroeletrônicos, além de uma marca exclusiva em móveis, a Bartira.

• Cnova: a Cnova Brasil é uma empresa franco-brasileira, criada a partir da associação entre a Nova Pontocom, no Brasil, e a Cdiscount, na França. A companhia opera por meio dos sites de comércio eletrônico das marcas Extra.com.br, CasasBahia.com.br, Pontofrio.com, Barateiro.com, PartiuViagens.com.br e soluções de B2B por meio da plataforma eHub.com.br.

• Assaí Atacadista: um dos mais tradicionais atacadistas do país atende os mais variados públicos, desde os transformadores, pequenos comerciantes até o público final.

• GPA Malls: negócio responsável pela gestão dos ativos imobiliários do GPA, administração e expansão das galerias comerciais. Em 2013, lançou a marca Conviva, trazendo um novo conceito de galerias para o mercado brasileiro.

 Da teoria à prática | Sobre o projeto

Coordenado por Prevenção de Perdas da Loja 1715 – Extra, foi realizado um estudo para conhecer o impacto que o código de barras que vem impresso nas embalagens dos produtos, portanto, do fornecedor, nos PDV, no Tira-Teima e no Inventário no que se refere a leitura.

No PDV – Objetivo: Avaliar o tempo de leitura/tempo de passagem dos itens pelo PDV.
Foram selecionados 60 SKUs, alguns já com histórico de problemas com a leitura no PDV. Pegamos 2 itens de cada SKU, totalizando 120 unidades.

Em 60 itens foram coladas etiquetas com códigos de barras com qualidade ISO, considerando o mesmo número do fornecedor e nos outros 60 mantivemos o código original.

Separamos em 2 carrinhos os 60 itens com os códigos originais e os 60 itens com etiquetas.

Foram escolhidos aleatoriamente 6 operadores de caixa. Os produtos de cada carrinho foram lidos pelos operadores, e a cada início de passagem (carrinho por operador) o tempo era cronometrado. 

Ao final foram 720 produtos escaneados, onde:
• O tempo gasto para ler o código original foi de 25 minutos;
• O tempo gasto para ler o código com qualidade foi de 8,75 minutos;

O Código com Qualidade ISO foi 65% mais rápido que o código original.

No TIRA-TEIMA – Objetivo: Avaliar quantos item não dariam leitura, “não informando” o preço ao consumidor.

O teste no Tira-Teima, foi para verificar quantos não dariam leitura e por consequência não passariam informação de preço. Quando isso acontece, a reação do consumidor é deixar de levar o produto, consequentemente impactando no resultado financeiro/ticket médio da loja.

Os participantes do teste (equipe técnica gs1), passaram os 60 itens com códigos originais pelo tira-teima, sendo que o resultado foi:
• 17 itens não lidos, ou seja, 28% da cesta (60 itens).

O mais importante deste teste, é avaliar o impacto financeiro, caso o cliente desista da compra. 

Pensando nisto, criamos algumas hipóteses:

Se 1 loja deixar de vender os 17 produtos em 1 dia, perde:R$ 250,00
Se 1 loja deixar de vender os 17 produtos em 30 dias, perde:R$ 7.500,00
Se 1 loja deixar de vender os 17 produtos em 365 (1 ano) dias, perde:R$ 90.000,00
Se as 1999 lojas do grupo deixar de vender os 17 produtos em 1 dia, perde:R$ 72.000.000,00

Os números são probabilidades, todavia o fato é que a perda financeira existe, é real.

No INVENTÁRIO – Objetivo: Avaliar quantos item não dariam leitura, e não sendo contabilizados no relatório do inventário final.

O processo de Inventário de chão de loja é realizado por meio da leitura dos códigos de barras. Todavia, quando o código não lê o operador do inventário o ignora passando para outro produto, e o produto não lido acaba não sendo contabilizado no relatório final.

Isso foi comprovado no último inventário realizado na loja 1715 em julho/2015, onde:

• 13.400 SKUs inventariados via código de barras;
• 3.500 produtos/cód. Barras não lidos;
• 26% dos produtos estavam na gôndola, porém não constaram no relatório.

O valor financeiro apurado dos produtos que não deram leitura e consequentemente representam uma quebra “administrativa / de papel” foi de aproximadamente R$ 300.000,00, correspondendo a 9,37% do valor financeiro inventariado. Vale lembrar que os produtos estavam na gôndola.

 Lições aprendidas

Um código de barras parece uma ferramenta sem muita importância, todavia é a base de muitos processos dentro de uma empresa e também ao consumidor. Qualquer desvio de qualidade pode gerar impactos enormes e que não são vistos no dia-a-dia.

Os principais ganhos, caso o GPA passe a exigir do fornecedor um código de barras dentro qualidade ISO, são:

No PDV – 65% é somente um referencial. Porém, qualquer percentual de melhoria, garantirá:

• Atender mais cliente em menos tempo
• Evitar a desistência da compra
• Evitar perda de produtos deixados no PDV
• Diminuir tempo de fila
• Eliminar o erro de digitação

No Tira-Teima:

• Garantir a informação de preço ao consumidor, motivando a não desistir da compra e com isto diminuir a perda financeira.

No Inventário:

• A qualidade do código de barras é de suma importância para toda cadeia de valor, pois possibilita minimizar rupturas, melhorar as vendas, reduzir as quebras, além de oferecer confiabilidade e pertinência das informações financeiras e de gestão.