A Importância da Automação

Estudo de automação no Brasil (Inteligência de Mercado)

Em 2015, a GS1 Brasil, em parceria com a H2R Pesquisas, realizou o primeiro estudo sobre a a maturidade do uso do código de barras pelas empresas no Brasil e qual a relação dos consumidores na percepção de uso da identificação dos produtos em seu dia-a-dia. O objetivo foi fornecer ao empresariado brasileiro um panorama geral da automação no Brasil e orientá-lo quanto as principais tendências que estão por vir no setor.

Este estudo também foi feito com o foco no consumidor, pois este que irá determinar o novo comportamento de compra e mudará de maneira significativa a maneira de fazer negócios que as empresas têm hoje.

Todas as empresas que participaram do estudo são de setores voltados aos itens de consumo diários e pessoais: Setor Alimentício, Bebidas, Cosméticos, Vestuário, Produtos de Limpeza, Equipamentos, Artigos de uso pessoal e FLV (Frutas, Legumes e Verduras).

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- Oitenta e nove por cento dos entrevistados percebem o uso do código de barras nas compras nos supermercados. Em relação ao futuro, as pessoas esperam que o código de barras traga mais dados sobre o produto, como prazo de validade (88%) e informações dos rótulos (86%).

- O levantamento mostrou que 86% dos entrevistados fazem compras online e também em lojas físicas, o que demonstra a tendência do omnichannel, em que o consumidor se relaciona com as empresas por meio de múltiplos canais. A integração dos canais físicos e virtuais depende da adoção de padrões universais, como o código de barras.

- Outra tendência confirma pela pesquisa foi a internet das coisas. A maioria dos entrevistados tem o celular conectado ao computador (74%), TV (46%), tablets (44%), aparelhos de som e home theaters (29%), sistema de segurança (23%) e eletrodomésticos (14%), entre outros.

- Entre as empresas, a pesquisa apontou que 80,65% dos produtos vendidos no Brasil são identificados por código de barras, e que 81,29% do faturamento das companhias pesquisadas estão atrelados a produtos identificados com o código de barras. Cerca de 92% das empresas consideram o código fundamental para suas vendas. Ele também é importante para melhorar a eficiência: para 88,4% dos empresários, há um impacto direto na gestão.

“A GS1 Brasil vem investindo cada vez mais em estudos e pesquisas para fomentar o mercado com informações relevantes que auxiliem empresas e consumidores a terem o melhor da automação no seu dia a dia”, afirma Marina Pererira , gerente da Área de Inteligencia de Mercado da GS1 Brasil.

A criação da área de inteligência de mercado é uma das realizações do triênio. “Essa atividade fazia parte de marketing e relações institucionais”, conta Charles Sampaio, diretor de Finanças e Serviços Corporativos. “Na reorganização que fizemos em 2014, enxergamos a oportunidade de trazer inteligência para dentro de finanças e serviços corporativos, com dois objetivos claros. Primeiro, que fosse um alavancador e um indicador de geração de negócios, que ajudasse nas projeções financeiras mais assertivas na diretoria. E, segundo, dotar a inteligência de mais ferramentas informatizadas. Acabamos de adquirir um BI (software de inteligência de negócios) para que ela possa estar instrumentalizada, para nos ajudar nessas oportunidades de geração de negócios".

Cases de Sucesso

A GS1 Brasil tem contribuído para a eficiência da economia brasileira nos mais diversos setores. “Gostaria de destacar que, o envolvimento de entidades parcerias é de extrema importância nas ações que realizamos num setor. Elas são a voz do mercado, conhecem suas necessidades e desafios” afirma Ana Paula Maniero, gerente de Negócios da GS1 Brasil. “Desenvolvemos ações em conjunto, elaboramos materiais técnicos e melhores práticas, para apoiar as tomadas de decisão e implantação de projetos de automação e uso do Sistema GS1 nas empresas do setor.”
Um exemplo é o setor de alimentos, que inclui alimentos processados, produtos frescos (como frutas, legumes e verduras), carnes e o canal food service, uma das formas de distribuição do mercado de alimentos. O setor é responsável por 9,5% do Produto Interno Bruto Brasileiro.

O setor da agroindústria tem passado por transformações profundas, para atender demandas regulatórias e do consumidor, relacionadas à sustentabilidade, garantia de origem, saúde e qualidade de vida.
A GS1 Brasil padroniza a identificação e a comunicação na cadeia de suprimentos de alimentos, o que representa 30% de sua base de associados, possibilitando o processo de rastreabilidade e programas de segurança alimentar.

Varejo. O código de barras nasceu para atender a uma necessidade do varejo. Um caso de sucesso nesse setor é o do Grupo Pão de Açúcar, maior varejista do país, tem 51 centros de distribuição, sendo 20 deles em São Paulo. Problemas como formatos variados nas etiquetas do fornecedor, falta de informação de validade e descrição incorreta do produto dificultavam a recepção, separação, armazenagem e expedição. A solução foi tornar obrigatório o GTIN-14 (Número Global do Item Comercial com 14 dígitos), para padronizar as informações dos fornecedores e dar mais agilidade aos processos internos. Os prazos de adoção do padrão foram definidos por categoria de produtos.

O Grupo Carrefour no Brasil foi o varejista pioneiro em adotar um sistema de integração de base de dados com fornecedores (B2B). Trata-se da Rede Global de Sincronização de Dados (GDSN), que permite que clientes e fornecedores troquem informações de empresa e produtos de forma automática, elevando o nível de confiabilidade das informações, agilidade no processo de cadastramento e redução de erros humanos. A base desse processo são padrões GS1, tanto para identificação do item e da empresa quanto para troca de mensagens eletrônicas.