IMEI: padrão internacional de identificação de equipamentos móveis
O IMEI (International Mobile Equipment Identity) é o identificador numérico único presente em smartphones, tablets e outros dispositivos móveis.
Ele funciona como a “impressão digital” do equipamento, permitindo reconhecer cada unidade individualmente em qualquer lugar do mundo.
Essa padronização é essencial para a gestão, segurança e confiabilidade das operações na cadeia de telecomunicações.
Qual a importância do código IMEI?
O código IMEI é o identificador que permite o reconhecimento individual de um dispositivo móvel nas redes celulares globais.
Originalmente criado para autenticação em redes GSM, ele evoluiu para estruturar o funcionamento de smartphones e dispositivos IoT.
Sua função principal é garantir que cada equipamento seja único, permitindo controle e rastreamento durante todo o ciclo de vida.
Principais funções do IMEI:
- identificação individual: cada número é exclusivo, o que evita duplicidade na rede;
- segurança e bloqueio: permite impedir o uso de aparelhos roubados ou perdidos;
- controle regulatório: apoia a verificação de normas técnicas e homologação;
- rastreabilidade: auxilia autoridades e operadoras no combate à clonagem e furto.
O IMEI integra-se a sistemas globais, como padrões GS1 e bancos de dados internacionais, ampliando a segurança em escala global.
Como encontrar o número IMEI no dispositivo?
A forma mais rápida de verificar o IMEI é digitando *#06# no discador do smartphone.
Ao confirmar, o aparelho exibe automaticamente o número na tela. O método funciona na maioria dos dispositivos, incluindo Android e iOS.
Você também pode localizar o código fisicamente no equipamento:
- na bandeja do SIM card (modelos recentes);
- na parte traseira do aparelho (modelos antigos);
- na etiqueta da caixa original.
Outra opção é acessar as configurações do sistema operacional!
- Android: ajustes → sobre o telefone → status → IMEI;
- iOS (iPhone): ajustes → geral → sobre → IMEI.
Em dispositivos dual SIM, existem dois IMEIs (um para cada chip). Ambos devem ser registrados e conferidos.
Sempre confira se o número das configurações coincide com o físico. Isso garante que o dispositivo não foi adulterado.
Estrutura e formato do código IMEI
O código IMEI possui 15 dígitos, organizados em três partes que identificam modelo, fabricante e unidade.
- TAC (Type Allocation Code): 8 primeiros dígitos, identificam fabricante e modelo;
- Número de série (SNR): 6 dígitos seguintes, definidos pelo fabricante para cada unidade;
- Dígito verificador: último dígito, calculado pelo algoritmo de Luhn para validação.
O algoritmo de Luhn é um método matemático que verifica a integridade do código, prevenindo erros de digitação.
Existem duas variações principais do identificador:
- IMEI (15 dígitos): TAC + SNR + dígito verificador;
- IMEISV (16 dígitos): substitui o dígito verificador pela versão do software (2 dígitos).
Exemplo prático:
- IMEI: 12345678 987654 3
- IMEISV: 12345678 987654 01

Tipo de Alocação de Código (TAC)
O TAC corresponde aos oito primeiros dígitos e identifica o modelo e fabricante do equipamento.
Ele é gerido pela GSMA, que garante que cada TAC seja único no mundo, similar à função do GTIN no ecossistema GS1.
Ambos os padrões permitem reconhecimento global e interoperabilidade na cadeia de distribuição.
Número de série e dígito verificador
O número de série (SNR) diferencia cada unidade produzida de um mesmo modelo, garantindo unicidade total.
Já o dígito verificador valida os 14 números anteriores através de cálculo matemático (Luhn).
Essa verificação impede erros de registro e ajuda a detectar tentativas de falsificação do identificador.
Aplicações e usos do IMEI
As operadoras utilizam o IMEI para autenticar individualmente cada dispositivo antes de permitir a conexão à rede móvel.
Ele é fundamental para bloquear o funcionamento de aparelhos em casos de roubo ou furto, inutilizando-os para uso telefônico.
Além disso, fabricantes usam o código para validar a garantia técnica e a autenticidade do produto.
No Brasil, a Anatel utiliza o IMEI no sistema Celular Legal para bloquear aparelhos irregulares ou adulterados de forma centralizada.
IMEI e segurança de dispositivos móveis
Aparelhos denunciados entram em listas negras (como o CEMI da Anatel), o que bloqueia sua conexão em todas as operadoras.
Esse sistema visa combater a revenda e o uso de celulares ilegais no país.
Apesar da eficiência, existem desafios como a clonagem de IMEI. Iniciativas globais buscam mitigar essas fraudes com bases de dados integradas.
Verificação e consulta de IMEI
O cálculo matemático valida a estrutura do código, mas não garante que o aparelho esteja regular.
Para verificar a situação real (bloqueio ou roubo), utilize serviços oficiais como o site da Anatel.
Essa consulta é indispensável na compra de aparelhos usados para evitar adquirir dispositivos bloqueados.
IMEI e aspectos legais
A Anatel regula o uso do IMEI no Brasil através do Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI).
A adulteração do código é combatida legalmente, com propostas legislativas (PL 990/2015) visando tipificar a clonagem como crime.
O programa Celular Legal identifica e bloqueia dispositivos não certificados ou clonados, garantindo a segurança da rede.
Há também o debate sobre privacidade, equilibrando a necessidade de segurança com a proteção de dados pessoais dos usuários.
O IMEI no contexto dos padrões de identificação GS1
O IMEI segue os princípios de identificação única que também orientam os padrões GS1, como o GTIN.
Enquanto a GSMA gere o IMEI para dispositivos móveis, a GS1 estabelece padrões para produtos, locais e ativos logísticos.
Cada tecnologia atua em um ponto da cadeia:
- GTIN: identifica produtos comerciais;
- GLN: identifica localizações físicas e empresas;
- IMEI: identifica o dispositivo móvel na rede.
Essa complementariedade reforça a importância da padronização global para integrações seguras e confiáveis.
A GS1 atua como referência mundial na organização desses dados, oferecendo governança e soluções para conectar processos de forma eficiente.