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01/04/2016

É preciso transformar o jeito de encontrar produtos na Internet

Há muito mais nos websites que navegamos do que simplesmente o conteúdo que consumimos e interagimos. Essa camada inicial de conteúdo rico é direcionada para os seres humanos. Somos capazes de ver, ler e entender todo esse conteúdo, mas as “Máquinas” não conseguem fazer o mesmo. Para um website ser mostrado como resultado de busca é necessário que um “web crawler” (rastreador) já o tenha visitado e indexado.

Mas, para uma página ser relacionada a uma busca, o “web crawler” deve entender o conteúdo e identificá-lo como importante para o que se está buscando. Para ajudar esse processo, desenvolvedores web e SEOs usam alguns recursos técnicos para ajudar a indicar sobre o que a página se refere. À medida que os sistemas de busca e seus rastreadores têm se tornado mais inteligentes, os SEOs e desenvolvedores acompanham esta evolução, melhorando as buscas.

Uma inovação importante neste processo é a introdução de dados estruturados, que oferece aos crawlers pontos de referência para linkar milhões de páginas da internet. Os sites de venda poderão ‘marcar’ suas páginas com uma lista de atributos e atribuir valores para esses atributos, permitindo que o crawler indexe essa página.

Trabalhando em conjunto com os principais sistemas de busca no mundo e com o Schema.org, a GS1 Global (responsável pelos padrões de identificação e codificação de produtos) anunciou o lançamento de um novo padrão chamado Padrão SmartSearch. Incorporando o uso do Números Globais de Itens Comerciais (GTINs) na internet, esse novo padrão permitirá que fabricantes e varejistas insiram na internet todas as informações dos seus produtos do mundo físico de maneira que os sistemas de buscas as compreendam.

Por que a GS1 está envolvida nisso?

A GS1 define o vocabulário usado por varejistas para descrever seus produtos. Essa descrição é, então, amarrada ao identificador único do produto, o que nós chamamos de Número Global de Item Comercial – o número que se encontra por trás de um código de barras. Por 40 anos isso permite que produtos no mundo físico sejam identificados e descritos de maneira eficaz. Com uso do Padrão SmartSearch, esses mesmos produtos podem ser representados com eficácia no mundo digital.

Por que precisamos desse padrão?

Hoje, 50% das jornadas de compras começam online. E 80% das compras online começam com uma pesquisa no Google. Informações de produtos representadas com ‘dados estruturados’ facilita tanto para o Google quanto para outros sistemas de busca, ler e compreender tais dados, indexando-os de maneira correta.

Isso parece muito técnico. O que exatamente são dados estruturados, e quais são seus benefícios?

Dados estruturados são textos representando dados em um formato fácil de ser lido por computadores. Nós chamamos isso de ‘legível por máquina’. A descrição da página web de um produto é feita para que humanos possam lê-la. Isso gera um desafio para que as máquinas interpretem os dados do produto. Por exemplo, uma máquina de lavar com um valor de ‘1500 rpm’. Um humano sabe exatamente o que isso significa. Entretanto, um indexador de um sistema de busca não sabe.

O GS1 SmartSearch cria ‘pares de valores’, atrelando o atributo “velocidade de giro” ao valor de ‘1500 rpm’. Quando o rastreador de um sistema de busca visitar a página, entenderá o valor e relacioná-lo ao seu atributo entregando melhores resultados de busca. Adicionar dados estruturados nos websites ajudará os sistemas de busca indexarem melhor minhas páginas. Eu compreendi isso, mas a página não parecerá um pouco robusta para os humanos?

Os dados estruturados ficarão ‘escondidos’, ou seja, não estarão visíveis para os humanos. Usar um formato de script chamado ‘JavaScript Object Notation’.

Desenvolvedores web continuarão a desenvolver ótimas páginas para leitura humana sem prejudicar a posição no ranking do Google. Os rastreadores irão focar apenas nos dados estruturados.

Os varejistas precisarão de desenvolvedores especialistas para adicionar os dados estruturados em suas páginas?

Sim, eles precisarão… porém, eles já os possuem. Web designers têm todas as habilidades necessárias para fazerem isso. Não há necessidade de virar a plataforma e-commerce de cabeça pra baixo. É simples e fácil.

Quais são os benefícios para varejistas e fabricantes?

Fabricantes podem criar descrições de produtos formatadas no Padrão SmartSearch e disponibilizá-las aos varejistas, permitindo informações claras e objetivas dos produtos que são pesquisados online. Enquanto isso, varejistas vão melhorar o layout dos websites, sem prejudicar a posição no ranking de buscas.

Isso melhorará as vendas dos meus produtos?

Sim. O Padrão SmartSearch possibilitará melhor “ranqueamento” das páginas de produtos do varejista. Isso significa mais cliques que resultam em vendas.

E a respeito das devoluções? Isso ajudará a combater os pedidos devolvidos?

Sim, melhor controle e gerenciamento dos dados dos produtos que são aplicados nos websites significam melhores descrições. E um consumidor mais bem informado é menos propenso a ficar desapontado com sua compra, evitando devoluções.

Questões: então você está dizendo que usar o Padrão SmartSearch no site do meu varejo levará mais consumidores para ele? Como qualquer inovação, os primeiros a adotar começam um ‘passo à frente’ de vantagem. Então, no caso do Padrão SmartSearch eles podem obter um aumento no ranking de posição nos resultados de buscas.