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01/12/2014

Brascol reduz estoques com RFID

Especializado em moda infanto-juvenil, o atacadista espera aumento de vendas devido à maior variedade de produtos que chegam mais rápido ao ponto de venda com leitura digital de peças.

Um dos maiores atacadistas e distribuidora de moda bebê e infanto-juvenil do país, a Brascol investiu em um sistema para atender de forma mais ágil seus clientes e obter controle eficiente dos pedidos e peças vendidas, diminuindo o estoque das lojas. A solução foi implantada no ano passado na loja do Mega Polo Moda e, neste ano, nas instalações da rua Maria Marcolina, também no Brás. Um sistema de identificação por radiofrequência (RFID), desenvolvido pela ITAG, gera etiquetas padrão a partir da chegada das peças e permite acompanhar todo o ciclo do produto. “O maior ganho foi conseguir informações atualizadas sobre os produtos, dando mais segurança na movimentação da mercadoria, agilizando o recebimento e o envio de peças, além de reduzir o investimento nos estoques, pois, o giro é muito maior”, destaca o superintendente da Brascol, Antonio Almeida.

A empresa trabalha com mil fornecedores e estoque médio de 35 mil itens. As etiquetas com RFID são produzidas para as peças de marca própria. Assim que a um dos produtos do mostruário é selecionado pelo lojista, a informação vai para o banco de dados da Brascol e é gerado o pedido que leva em conta quantidade, cor, tamanho, entre outras variáveis comerciais. O sistema imprime etiquetas padrão (homologadas pela entidade GS1) com RFID para cada item, o DNA do produto. “É como se cada produto tivesse um RG que não se repete, pois, são 24 caracteres possibilitando bilhões de combinações”, explica o analista de projeto da ITAG, Sérgio Gambim.

Depois da escolha da mercadoria, a informação vai para o setor de expedição. A vendedora emite o pedido de compra para a fábrica que entrega a caixa na transportadora. As caixas lacradas chegam à Brascol e passam por um portal de leitura por radiofrequência onde é conferido automaticamente se tudo o que foi pedido está embalado e, só então, é dada a aprovação de entrega. “Antes, duas pessoas abriam e conferiam o conteúdo de cada caixa”, afirma Gambim.

A finalização de um pedido de 2 mil itens, por exemplo, se dá em seis segundos. O sistema faz uma auditoria e informa sobre a grade de produtos e se alguma peça está fora do que foi pedido. “Ganhamos de três a cinco dias na operação, pois, a mercadoria já é entregue no setor de vendas, pulando etapas de conferência”, completa o analista. Informada que a mercadoria está chegando na entrada da loja por meio da leitura do portal, a vendedora solicita a entrega e faz a venda para o cliente. “Um processo que levava de três a cinco dias, pode ser feito, hoje, no mesmo dia”, explica Almeida.

Uma das vantagens para o cliente que vai à loja comprar com carrinhos, é que em cada andar existe um portal de conferência de preço que lê os itens do carrinho totalizando o valor da compra em seis segundos. “Antes o cliente se guiava pelo volume de peças do carrinho para parar de comprar e não ultrapassar seu limite do cartão de crédito. Agora, pode checar e comprar mais se acaso ainda não ultrapassou esse limite, incentivando mais vendas”, diz o executivo da ITAG.

A Brascol faz vendas para dois perfis de lojistas: os que chegam em excursão organizada por agentes comerciais e os independentes. Como os ônibus têm hora para sair, o novo sistema resultou em ganhos de tempo na expedição da mercadoria e liberação da venda. No modelo antigo, com código de barras, duas pessoas ficavam no caixa para conferir a venda no checkout. Hoje, segundo Gambim, a venda de um carrinho que contenha 280 peças leva 16 minutos para ser finalizada.

Para quem tem transporte próprio, o sistema gera a nota fiscal e entrega a mercadoria na hora ou em outro endereço da conveniência do cliente. Assim que a nota fiscal é gerada, é feita a leitura da nota e da mercadoria embalada, para que o cliente tenha a certeza de que está levando tudo que encomendou. A Brascol não divulga o investimento realizado no projeto, mas Almeida garante que o retorno vale a pena. “Fisicamente tivemos uma redução dos estoques nas lojas que, hoje, têm uma oferta mais condizente com o que foi encomendado”, explica. O processo oferece informações qualificadas do estoque e dá mais segurança na movimentação da mercadoria. “Dá agilidade no recebimento e no envio das mercadorias reduzindo o investimento no estoque, o que resulta em um grande impacto no negócio de atacado”, completa Almeida.