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19/01/2017

Código de barras GTIN-EAN torna-se padrão obrigatório para brinquedos

O ano começou com uma novidade no setor de brinquedos. O padrão de identificação dos produtos do setor passa a ser o código de barras GTIN-EAN, atribuído mundialmente pela GS1. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) publicou em 29 de dezembro a portaria 563/29/12/2016, que determina cumprimento referente à segurança de produtos desta indústria. Com a medida fica automaticamente aprovado o Regulamento Técnico da Qualidade (RTQ) para a indústria e o comércio de brinquedos.

Entre as especificações exigidas aos integrantes da cadeia produtiva que se enquadram na portaria aprovada estão fabricantes nacionais, importadores, estabelecimentos comerciais físicos ou virtuais, além de brinquedos fabricados, importados, distribuídos e comercializados, a título gratuito ou oneroso em território nacional. Vale lembrar que os brinquedos que já recebem o GTIN-EAN em seu país de origem não necessitam de nova codificação no Brasil, já que o código é global.

O mercado nacional de brinquedos movimentou em 2015, segundo levantamento da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), mais de R$ 5,7 bilhões, entre produção nacional e importações. A geração de empregos girou em torno de 31 mil, entre diretos e indiretos, sendo que 28 mil são empregados diretos dos 378 fabricantes nacionais. Diante deste cenário, o presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, João Carlos de Oliveira, destaca a importância do setor na balança comercial. "Estamos prontos para contribuir intensamente com os integrantes deste setor, oferecendo nossas soluções e padrões – entre eles a identificação única e de automação –, o que torna todos os processos muito mais ágeis e eficientes."

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, organização sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global, é a gestora do código de barras padrão GTIN-EAN no país. A entidade trabalha não somente para esse objetivo, mas também na precisão das informações atribuídas aos produtos pelos fabricantes. Quanto mais precisas e padronizadas forem as informações emitidas pelos fabricantes da cadeia de abastecimento, mais eficiência na gestão e controle e, consequentemente, mais produtividade e economia são observados nos processos de automação na fabricação, distribuição e varejo.

Para cooperar com essa precisão e bom funcionamento dos processos, a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil criou o Cadastro Nacional de Produtos (CNP). Trata-se de um serviço que opera em nuvem para que os mais de 58 mil associados da entidade participem do trabalho de tornar o CNP uma referência nacional na troca de dados sobre produtos nos sistemas de automação.