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05/11/2014

Por um varejo mais inteligente

Quando entramos em uma grande loja de varejo ou hipermercado percebemos que o código de barras ainda é o método mais utilizado para identificação de produtos. Porém, parece que as coisas estão mudando a partir do aumento do uso de smartphones. De acordo com informações da consultoria de pesquisas e análises de mercado IDC, a venda destes dispositivos superou a marca de 1 bilhão em 2013, o que representa um crescimento de 38,4% em relação a 2012. Os smartphones já representam 55% do mercado de telefones celulares.

Com o crescimento de usuários destes verdadeiros “computadores de mão” surge a oportunidade de introduzir um método mais ágil e inteligente de identificação, que pode facilitar o processo de compra e trazer outros ganhos para varejistas e consumidores: a utilização de tecnologias como a NFC (Near Field Communication), que permite a conectividade sem fio e segura entre dispositivos compatíveis de curto alcance, baseada na identificação automática por sinal de rádio, o RFID (Radio-Frequency Identification).

A partir destes sistemas, a comunicação é estabelecida automaticamente sem a necessidade de configurações adicionais. Elas podem ser inseridas em tablets, crachás, cartões eletrônicos ou qualquer outro dispositivo que tenha um chip NFC. Para ter uma ideia de como a NFC pode otimizar as diversas transações, e de forma segura, ela promove a troca de dados da fonte passiva para a ativa a uma distância de 10 centímetros. Assim, as informações contidas em qualquer aparelho que use a tecnologia não podem ser acessadas por outro dispositivo, tornando o processo mais confiável.

Em países mais avançados no uso dessa tecnologia já é comum ver a NFC no dia a dia das pessoas. Em Tóquio, por exemplo, é possível realizar compra de bilhetes de metrô com a simples aproximação do smartphone nas catracas. Alunos de uma Universidade dos EUA estão utilizando seus dispositivos para acessar os prédios da instituição.

Da mesma forma, com o uso desses aparelhos é possível adquirir ingressos para eventos, pagar compras, entre outras operações em restaurantes, escritórios, controle de estoque, entrada de parques, cinemas, shows etc. Além de aperfeiçoar a identificação de produtos, isso permite às pessoas a execução intuitiva de transações, realizando pagamentos de forma online e trazendo ganhos de produtividade em diversos processos.

O varejista tem também outra vantagem com o uso da NFC, pois o usuário utilizaria seu próprio smartphone. Para o pequeno varejista, isso eliminaria custos operacionais com aluguel de terminais eletrônicos de cartões, por exemplo. Com a NFC o usuário também teria as facilidades de obtenção rápida de informações sobre produtos e promoções da loja. Além disso, poderia receber ofertas relacionadas aos seus interesses de buscas na Internet e nas redes sociais, e sugerir para amigos de sua rede por meio de compartilhamento de informações.

O NFC está, aos poucos, sendo inserido e adotado em diversas operações, e seu uso massivo pode estar mais perto do que imaginamos. É possível que logo após sua adoção pelas grandes redes varejistas e de entretenimento, ela se transforme num padrão que viabilizará um novo modelo de negócios, melhorando a experiência de compra dos consumidores. E isso é o que os diversos segmentos necessitam: inovação.

*Mário Elisei Neto é Engenheiro e especialista Pré-Venda da IBM Brasil


Fonte: No Varejo