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16/04/2014

Sem identificação, nada funciona

​Para Marcelo Oliveira Só, assessor de negócios da Associação Brasileira de Automação – GS1 Brasil, o varejo do futuro será multicanal, não haverá mais distinção entre loja física e virtual e o consumidor irá exigir cada vez mais informações sobre o produto que está comprando – se for carne, qual a sua procedência, se for um móvel, se a madeira é reflorestamento. A base para a implementação de todas essas demandas é a identificação, como o código de barras, QR Code e o RFID (identificação por radiofrequência), entre outras. A GS1 é quem padroniza, no mundo todo, essas tecnologias.

 
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Quais os desafios atuais do varejo?
Tem se falado muito no uso de tecnologias para aumentar a eficiência, do uso de canais alternativos como e-commerce, mas isso tem feito com que a relação entre o consumidor e o varejo fique fria. Cada vez mais as pessoas estão indo menos às lojas físicas, e quando vão é por um motivo muito específico. Com isso, essa relação está se perdendo. Será preciso, de alguma forma, integrar a tecnologia com a humanização.
 
O que seria isso?
É o varejista prover cada vez mais serviços que o aproxime do consumidor. Por exemplo, o consumidor quer informações sobre os produtos que está comprando, a origem da carne consumida. Como ele pode ter isso muito rapidamente? Hoje se usa o celular, que lê um código de barras e acessa a página do fornecedor com informações sobre aquele produto.
 
Quais os desafios de implementar essa rastreabilidade dos produtos?
A rastreabilidade começa desde o produtor até o consumidor final. Mas para integrar tudo isso é preciso o envolvimento de todos os atores da cadeia, desde o produtor, o transportador, o supermercado etc. A principal dúvida que se tem é: quem é que precisa prover esse tipo de informação? São todos, mas talvez o varejista tenha de tomar frente em algum momento, ou a indústria, mas o fato é que ambos têm de se preocupar com isso. O consumidor hoje está preocupado com o que está comprando. Um dos pilares do consumidor moderno é a segurança dos alimentos, saber a origem da carne, se o produtor é confiável etc. Quem não estiver preparado para suprir essa demanda do consumidor vai perder mercado.
 
Recentemente, houve novamente denúncias de leite adulterado. Nestes casos, a rastreabilidade é importante, não é mesmo?
Sim e o interessante é que as marcas envolvidas são conhecidas e muito consumidas, principalmente na região Sul. O consumidor que sempre comprou estas marcas se pergunta agora o que fazer, quais as garantias que a empresa irá oferecer para que que o consumidor continue comprando o produto. No futuro, quem não prover informações sobre segurança alimentar irá perder mercado e o consumidor hoje não tem problema algum em trocar de marca.
 
Hoje se fala muito em varejo multicanal. Qual a sua opinião sobre isso?
Tem consumidor que compra pelo site, mas quer buscar o produto na loja, pois não quer esperar o envio pelo correio. Hoje isso não é possível, pois a loja física é uma coisa e a loja virtual é outra, elas não estão integradas. O varejista precisa prover isso ao consumidor, o que deve ocorrer em breve. A grande discussão hoje é como fazer essa integração, o que está sendo chamado de omnichannel. O consumidor compra na loja, mas quer receber em casa, ou compra no site e quer retirar na loja. As empresas precisarão integrar processos e se modernizar para oferecer isso.
 
Fala-se que no futuro haverá geladeiras inteligentes, que avisarão o proprietário sobre a falta de algum produto ou sobre sua validade. Como você vê isso?
A base de todas as tecnologias é um sistema de identificação. O próprio código de barras, que se tem 30 anos no Brasil e 40 anos no mundo, já traz uma série de informações. No caso da geladeira, isso será possível com o uso maciço do RFID, identificação por radiofrequência. A geladeira identifica o produto que está entrando ou saindo, prazo de validade e se algum produto está faltando, caso haja uma lista. Estamos falando de geladeira, mas poderia ser o armário. A tecnologia RFID é usada hoje para controlar estoque na indústria e no varejo. As informações, que hoje estão no código de barras, serão armazenadas em um chip.
 
E qual o papel da GS1 nesse contexto?
A GS1 entra para criar este ambiente integrado com os diversos atores desta cadeia, pois é necessário um padrão. A GS1 Brasil é quem padroniza essas tecnologias no mundo inteiro. Mas quem vai impulsionar a implementação dessas soluções é a necessidade ​de suprir o que o mercado está demandando. O varejo do futuro terá de oferecer eficiência, seja na retaguarda ou no checkout, pois cliente nenhum quer ficar na fila; terá de prover melhores serviços e mais personalizados; usar cada vez mais recursos tecnológicos para atender perfis diferentes de consumidores; integrar os diferentes canais, físicos e virtuais; e estar mais próximo dos consumidores, entendendo as suas necessidades. E a base de tudo isso são os sistemas de identificação.
 
Fonte: Diário do Comércio, Caderno Especial - 09/04/14​