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05/08/2014

Serviço de dados eleva a eficiência na distribuição

​​A variedade de dados envolvidos nas atividades de logística é enorme: horários, rotas, endereços de origem e de destino, pesos, dimensões e nomes são apenas alguns deles, todos fundamentais em um ou mais pontos da operação. Por causa disso, o uso de tecnologia da informação em todas as etapas é fundamental para garantir qualidade, precisão e principalmente custos apropriados. Por causa do uso intensivo de tecnologia da informação, o setor de logística é um dos principais clientes das produtoras de software, diz o vice-presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), Roberto Mayer. Na última pesquisa feita pela instituição nos países latino-americanos estiveram 23 brasileiras dedicadas ano atendimento do setor de logística, das quais 17 são pequenas ou médias.

Marcos Queiroz, gerente de engenharia logística e qualidade da Martin Brower, conta que graças à tecnologia todas as rotas da empresa podem ser acompanhadas on line pelos clientes: "Esse processo conecta nossos clientes a toda a cadeia de distribuição, ou seja, eles sabem onde está o veículo e qual é a previsão de entrega na sua loja". Atualmente a empresa usa GPS, comunicação por GPRS e entrada de dados com leitura de código de barras e já estão em fase de testes as etiquetas eletrônicas RFID: "Os benefícios do uso de TI aparecem tanto do lado da empresa quanto do lado do cliente. Para eles, temos a redução de estoque nas lojas, diminuição de perda de produtos, velocidade na disponibilização de informações e relatórios gerenciais mais precisos. Para a Martin Brower, podemos citar a eliminação de trabalhos manuais, otimização de processos, melhoria nos controles da organização e otimização de custos operacionais, tanto no armazém quanto na distribuição", detalha.

Fábio Mazelli, diretor de TI da Penske Logistics, diz que a empresa utiliza a tecnologia especialmente para potencializar o trabalho de seus colaboradores: "Usamos até as tecnologias mais comuns, para sugerir ou orientar as nossas decisões", explica. Entre elas, Mazelli cita desde a simples troca eletrônica de arquivos e a separação de mercadorias comandada por voz com equipamentos portáteis, até as mais sofisticadas e recentes, implantadas em plataformas móveis: "As novas tecnologias são rapidamente absorvidas e adaptadas para a cadeia de suprimentos, pelas contribuições que trazem ao negócio dos operadores logísticos e aos clientes", comenta.

"Recentemente, implantamos duas ferramentas baseadas em dispositivos móveis: uma foi para os nossos gestores verificarem o desempenho das nossas operações em tempo real, o que melhorou a produtividade principalmente na tomada de decisões; a outra é um aplicativo integrado à gestão de peças em garantia de um fabricante de veículos que é nosso cliente", diz Mazelli. O aplicativo funciona como um coletor de dados, que captura informações de identificação da peça. As outras informações existentes no sistema ajudam a determinar o fluxo que ela deverá seguir, conforme as condições negociadas entre o fabricante do veículo e o da autopeças.

Clovis Chiaravalloti, diretor da área de Transportes da Unisys na América Latina, conta que atualmente uma das especialidades da empresa é a logística em transporte aéreo: seus sistemas atendem duas empresas aéreas brasileiras e algumas grandes no exterior, tais como Delta Cargo, KLM e Air Canada. Uma das soluções desenvolvidas é para o transporte de bagagem de passageiros, já implantado em 17 aeroportos e em 38 companhias: "O passageiro faz a identificação da bagagem em casa. Depois de pesada no aeroporto, vai sendo acompanhada pelo sistema até o container do avião", acrescenta.

Na Nova Zelândia, por exemplo, os passageiros são informados, ao desembarcar, mensagem no celular informando em que esteira encontrarão sua bagagem. "Monitoramos também cargas com base em tecnologia RFID, mas sempre é preciso agregar processos e tecnologia de movimentação de materiais a isso. O uso de RFID sozinho não funciona", completa.

João Pissutto, da área de global business services da IBM, conta que a empresa desenvolveu simuladores de cenários para a área de logística para descobrir o que acontece quando os níveis de serviço variam: "O cliente tem visibilidade e previsibilidade. A plataforma tem algoritmos que levam em conta dados de redes sociais", revela. São feitas simulações, segundo ele, em função de reclamações de clientes nas redes, antes de mudanças definitivas nos processos.

   ​Veículo: Valor Econômico