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02/06/2014

Setor de cosméticos

​​O Brasil figura entre os maiores mercados de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo, e ainda tem espaço para crescer. O País passou da 7ª posição, em 2008, para a 5ª colocação, em 2013, e quer crescer ainda mais. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o incremento se dá devido às características inovadoras no lançamento de produtos. Quanto mais produtos oferecidos, maior também a preocupação com padronização de cadastro, automatização de processos de inspeção e rastreabilidade de cada item. É aí que entra a parceria de muitas empresas do setor com a GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação.  “As empresas do setor estão cada vez mais atentas à importância de contar com a aplicação de padrões de automação, que inclui diferentes tipos de códigos de barras, para otimizar os negócios”, destaca o presidente da GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação, João Carlos de Oliveira.

 
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A Philasia, empresa brasileira da área de cosméticos, foi uma das precursoras no uso do código de barras no País. “Sabíamos da importância da tecnologia e fomos em busca de alternativas já nos anos 1990”, conta o presidente da companhia, Carlos Ará, que passou a estudar o assunto e percebeu a importância da adoção de códigos. Foi assim que teve início a codificação de todos os produtos e matérias-primas na indústria de cosméticos.
 
 
 
A pequena fábrica da década de 1990 se tornou a quarta maior companhia do segmento, destacando-se na fabricação e comercialização de cosméticos para o público infantil. “Buscamos a GS1 para atendermos à demanda da nossa cadeia de suprimentos e clientes com da padronização de códigos, em um mercado em ascensão e cada vez mais exigente”, destaca Ará. 
 
De lá para cá, os processos passaram a ser sistematizados, desde o planejamento, compras, recebimento, produção, controle de qualidade, processos logísticos, até a entrega ao consumidor final. “Atualmente, o uso de códigos de barras é uma exigência para participar deste mercado, o que nos garante conformidade com esta exigência”, afirma Ará. A medida, diz o empresário, garante agilidade nas informações, integração entre os diversos stakeholders do processo, qualidade e segurança na entrega dos produtos aos consumidores.
 
Os benefícios vão além. Garantir a qualidade é um ponto crucial para o negócio, e entregar produtos que representem segurança no uso é uma premissa, garante Ará. A rastreabilidade torna-se um fator fundamental, pois permite identificar, sempre que necessário, onde está cada produto fabricado, e com cada matéria prima. A codificação também garante padronização nos processos logísticos e uma mesma identificação do produto em todos os pontos de venda, o que possibilita, além da rastreabilidade, análise de distribuição setorial e contribui para a otimização e alavancagem dos negócios.
 
A Natura é outra empresa que aposta na automação para garantia de excelência em produtos e serviços. O código de barras foi adotado para facilitar os processos internos, e acabou se tornando fundamental para o bom andamento dos negócios. Toda a linha de separação dos produtos utiliza o scanner com o código de barras para garantir o máximo de precisão na distribuição dos produtos por caixa. A medida é fundamental em função do volume de itens. 
 
Para se ter uma ideia, apenas nas linhas de separação de Cajamar (SP), a capacidade de separação é de 4 mil caixas por hora. “Precisamos ter confiança na assertividade, saber que uma consultora receberá exatamente o que está no seu pedido”, afirma Franci Sergio Koja, gerente de Engenharia de Envase da Natura. Com a variedade de itens – uma linha de batom, por exemplo, tem 24 cores e as embalagens são exatamente iguais -, é o código de barras que garante que essa precisão aconteça.
 
A importância da tecnologia
 
O código de barras permite a captura automática dos dados, facilitando a automação dos processos e tornando-os mais eficientes e confiáveis. Mas, para que isso aconteça, é necessário que sejam adotados os padrões corretos. A GS1 Brasil é a entidade responsável, no País, por disseminar esses padrões que garantem o pleno funcionamento da tecnologia. É a entidade que codifica o GTIN – Número Global de Item Comercial, código mundial usado para identificar os produtos de forma exclusiva – como se cada item tivesse o seu RG. É esse número que vai representado em forma de barras, que são usadas para a leitura óptica no caixa no momento da venda. Para o correto funcionamento dos códigos de barras, é fundamental uma boa qualidade de impressão e seguir todas as recomendações da GS1 Brasil, a fim de garantir a integridade das informações e a eficiência na captura automática de dados.
 
 
 
O que é o GTIN?
 
GTIN, acrônimo para Global Trade Item Number (Número Global de Item Comercial) é um identificador para itens comerciais desenvolvido e controlado pela GS1 Também chamado de código EAN, é atribuído para qualquer item (produto ou serviço) que possa ser precificado, pedido ou faturado em qualquer ponto da cadeia de suprimentos. O GTIN é utilizado para recuperar informação pré-definida e abrange desde as matérias-primas até produtos acabados.
 
GTIN é um termo “guarda-chuva” para descrever toda a família de identificação das estruturas de dados GS1 para itens comerciais (produtos e serviços). Os GTINs podem ter o tamanho de 8, 12, 13 ou 14 dígitos e podem ser construídos utilizando qualquer uma das quatro estruturas de numeração dependendo da aplicação.
 
 
 
Os códigos mais usados pelo setor de cosméticos
 
 
 
GTIN-13 -código EAN-13 é o mais conhecido e utilizado para a identificação de produtos que passam nos caixas do varejo, não só no Brasil, mas no mundo. É o código que o consumidor encontra em praticamente todos os itens.
 
ITF-14 – Os códigos de barras ITF-14, conhecidos informalmente por “DUN 14”, somente codificam os GTINs. Como não podem ser utilizados para identificar itens que cruzarão um ponto de venda, são geralmente utilizados para itens comerciais onde se requer impressão diretamente nas caixas de papelão corrugado. O ITF 14 ajuda a identificar diferentes grupos de embalagem logística de um mesmo item e preservar a capacidade de numeração dos prefixos GS1 de empresa. É o mais indicado para impressão em substrato de baixa qualidade.
 
GS1 DataBar - código de barras com capacidade de codificar uma série de dados adicionais ao código do produto, como data de validade, número de lote e peso líquido, entre outros. Possibilita a identificação de produtos com espaço limitado. Artigos como cosméticos, componentes eletrônicos e de telecomunicações, ferragens, joias, entre outros, poderão ser facilmente identificados.
 
 
 
Como saber se o código está correto?
 
 
A GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação coloca à disposição para todos os seus associados, a verificação de qualidade nos códigos de barras. O serviço é realizado em até sete dias após o recebimento das amostras. Concluída a análise, é enviado ao associado um laudo de verificação com os resultados obtidos e as sugestões para a melhoria do código.
 
 
Os erros mais comuns encontrados nos códigos de barras são a redução na altura das barras (o chamado truncamento), dimensões abaixo do mínimo estabelecido, alargamento da espessura das barras e uso incorreto de cores.
 
 
Por dia, 6 bilhões de bips da leitura do código de barras são ouvidos ao redor do mundo. Uma prova de que essa tecnologia ganhou uma proporção tamanha que não se pode mais imaginar a cadeia de suprimentos sem ela. Uma linguagem internacional de negócios, códigos que orientam o comércio mundial.​