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07/05/2014

Vale estende uso de RFID para ferramentaria

​A Vale está dando um novo passo rumo à ampliação do uso da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID). A mineradora nascida no Brasil e hoje global detém a liderança na produção de minério de ferro no mundo e a segunda posição como produtora internacional de níquel. Após realizar com sucesso o projeto piloto de identificação por radiofrequência (RFID) na gerência de Manutenção de Equipamentos de Terraplanagem (GATPS), da mina de Conceição, em Itabira (MG), a companhia agora está adotando a tecnologia para gerenciar as ferramentas utilizadas pelos trabalhadores do setor de Oficinas Industriais da mina de Cauê, no mesmo município.

 
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De acordo com Carlos Teixeira, analista sênior da Vale em Itabira, responsável pelos projetos de RFID em andamento, o objetivo da medida não é somente manter o controle sobre a disponibilidade e a localização das ferramentas em uso, o que por si só já é uma grande meta, considerando-se a quantidade e os custos dos objetos em questão. "Nosso intuito é garantir a validade e a correta calibragem dos equipamentos, o que pode evitar inclusive que os trabalhadores se machuquem ao utilizar determinadas ferramentas, caso estejam descalibradas", ressalta.
 
Para viabilizar o uso de RFID na ferramentaria, Teixeira está utilizando recursos de sua própria equipe para desenvolver um sistema que poderá se comunicar com o sistema de gestão de ferramentas, desenvolvido por uma multinacional do setor de Consultoria e Tecnologia da Informação (TI). "Executivos deste fornecedor disseram que nos apresentariam em breve um upgrade no sistema para uso com códigos de barras, mas quando souberam que já estamos adaptando tudo para uso de RFID, ficaram entusiasmados pelo projeto e querem vê-lo em produção", diz Teixeira.
 
O processo de uso das ferramentas na Vale funciona em uma espécie de loja dentro da companhia, de onde são retirados os equipamentos. Lá, os funcionários se identificam para ter acesso aos objetos que irão utilizar em seus respectivos trabalhos. "A partir de agora, teremos um acompanhamento automático de cada ferramenta retirada. Além de controlar onde as ferramentas estão em uso, será possível saber da manutenção de cada equipamento por meio dos registros online nos sistemas relacionados às leituras individualizadas das tags RFID", explica Teixeira.
 
Como nos desenvolvimentos anteriores, Teixeira optou por utilizar recursos de sua própria equipe, sem ter de contratar um integrador terceirizado. "Adotar um fornecedor terceirizado tomaria tempo, pois teríamos de cumprir todas as etapas determinadas pela companhia para contratação de um terceiro", argumenta. "Além disso, eu acredito que a RFID será tão necessária quanto o uso de um computador dentro de alguns anos. Assim, se hoje um funcionário de qualquer nível já precisa dominar um PC [computador pessoal], em breve terá de dominar como trabalhar com a RFID também", antecipa Teixeira, que aposta na capacitação de seus profissionais como forma de evoluir no uso da tecnologia. "Estamos atentos aos cursos de especialização na tecnologia e à certificação oferecida pelo RFID CoE e GS1".
 
Outra solução de RFID, uma das primeiras concebidas pela equipe de Teixeira e também desenvolvida internamente, já está gerenciando estoques de aproximadamente 16.000 volumes de materiais, com total precisão em seus inventários. No final de 2013, este número não passava de 1.300 volumes e, em fevereiro, de 6.000. "O nosso sistema já conta com recursos como quantidades de estoque mínimo e máximo e também com relatórios que alertam a área sobre a necessidade de comprar um material estocado", afirma Teixeira.
 
Segundo ele, seu departamento está agora trabalhando no cadastro dos materiais chamados miúdos, como porcas e parafusos. "Estes materiais, devido ao seu tamanho, não serão etiquetados individualmente, mas controlados coletivamente [dentro de frasqueiras específicas]", informou. "Outro desafio que estamos tendo é no levantamento dos preços médios dos materiais que estão em estoque, pois muitos deles tiveram uma mudança de codificação em nosso sistema de manutenção [devido à introdução de um novo ERP (sistema de gestão corporativo), agora da SAP]. Esperamos concluir este levantamento ainda neste mês".
 
Ainda durante o piloto deste projeto, a velocidade e precisão dos inventários impressionou a equipe de Teixeira. "Realizamos várias checagens e inventários. Ficamos muito animados com a velocidade e precisão, já que mais de 260 metros quadrados com materiais foram inventariados em menos de 20 minutos", comemora. "É importante ressaltar que os inventários manuais – feitos anteriormente duraram vários dias – registravam uma taxa de erro representativa".

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Os bons resultados do piloto animaram a equipe de Teixeira a seguir adiante. "Porém, antes da adoção definitiva da tecnologia de RFID, houve o consenso de que precisaríamos ampliar os materiais cobertos pelo piloto. Passamos então a planejar isto até o dia 28 de fevereiro", lembra Teixeira. "Ao final da ampliação, mais de 1.300 volumes de materiais estavam sendo gerenciados pelo nosso sistema de RFID. Aproveitamos a oportunidade para promover o consumo destes materiais, disponibilizando dados de inventário para a equipe de PCM (Planejamento e Controle da Manutenção), responsável por planejar a manutenções das áreas".
 
A RFID foi implantada no controle de materiais de manutenção de alta rotatividade. "Terminada a ampliação do piloto e avaliados os resultados, não restauram dúvidas de que havíamos encontrado uma excelente alternativa para controlar os nossos estoques de materiais de alta rotatividade", conclui Teixeira. "Partimos, então, para articular a implantação: levamos duas semanas para registrar, aproximadamente, 6.000 volumes de materiais, de primeiro a 15 de março de 2014".
 
A equipe da Vale adotou leitores da Intermec by Honeywell, com os quais já vêm trabalhando desde os primeiros passos no uso da tecnologia de identificação por radiofrequência, e tags da CCRR, padrão GS1 EPCGlobal, UHF, passivas, Class1 Gen2. Também estão em testes as etiquetas UHF da Confidex e da Acura. "A Confidex nos trouxe uma grande variedade e quantidade de etiquetas para testar em nossas ferramentas, inclusive as específicas para metal".
 
A RFID está em alta como tecnologia para aprimorar os processos da Vale. Quando os resultados do projeto piloto foram apresentados no Fórum de Gerentes da Diretoria de Ferrosos Sudeste, realizado na mina de Brucutu, outras minas da Vale se interessaram em testar a solução criada em Itabira.
 
"Este fórum, que conta com a participação de gestores das gerências de manutenção, visa a compartilhar práticas e discutir soluções para os problemas das áreas", explica Teixeira, que apresentou seu primeiro projeto com RFID no RFID Journal LIVE! Brasil 2013, que neste ano será realizado em 24 e 25 de setembro, em São Paulo.
 
Após a apresentação do seu trabalho, diz Teixeira, outras gerências de manutenção solicitaram a implantação da tecnologia RFID para gerenciar os seus materiais. "Neste mesmo evento, foram encomendados projetos de RFID para outras atividades, como inspeção de ativos e gerenciamento de componentes", relata. "A cada etiqueta e leitor que eu testo, constato que a tecnologia RFID vem superando as barreiras que dificultam a sua completa adoção. E isto tem um significado muito especial para a minha equipe".
 
Por Edson Perin​​