Código de barras é obrigatório:

Código de barras é obrigatório:

Guia completo sobre as exigências

Código de barras é obrigatório?

O código de barras é obrigatório em diversos contextos no Brasil, especialmente em documentos fiscais eletrônicos e em grande parte dos produtos comercializados.

A exigência depende do tipo de operação, do setor e do canal de venda, e a GS1 Brasil é a autoridade responsável por emitir e padronizar esses códigos usados no país e no mundo.

Quando o código de barras se tornou obrigatório na NF-e?

A obrigatoriedade do código de barras na NF-e passou a valer em 1º de julho de 2011, marcando o Brasil como o primeiro país do mundo a implementar essa exigência para documentos fiscais eletrônicos.

A regra vale para todas as operações, incluindo venda, entrada, transferência, remessa, industrialização e outras movimentações de itens.

O objetivo com essa medida foi padronizar a identificação dos produtos, reduzir erros, facilitar conferência, diminuir fraudes e ampliar a rastreabilidade dentro das cadeias de suprimentos.

Quais produtos precisam de código de barras no Brasil?

No mercado brasileiro, diversos segmentos exigem o uso obrigatório do código de barras. Entre eles:

Alimentos e Bebidas
Alimentos e Bebidas

Para controle sanitário, validade e rastreabilidade;

Cosméticos e Higiene Pessoal
Cosméticos e Higiene Pessoal

Exigência de varejistas e distribuidores;

Medicamentos
Medicamentos

Seguem normas específicas da Anvisa para controle e segurança;

Roupas, Calçados e Acessórios
Roupas, Calçados e Acessórios

Essenciais para gestão de estoque e vendas;

Eletrônicos e Eletrodomésticos
Eletrônicos e Eletrodomésticos

Rastreamento e garantia;

Produtos vendidos em marketplaces
Produtos vendidos em marketplaces

Plataformas como Amazon, Mercado Livre e Magalu só aceitam GTIN oficiais;

Variações de produto
Variações de produto

Cada cor, tamanho ou sabor precisa de um GTIN único, permitindo diferenciação precisa no varejo.

Entendendo o GTIN e sua relação com a obrigatoriedade fiscal

O GTIN (Global Trade Item Number) é o número que identifica produtos de forma única em qualquer país. Antigamente chamado de EAN, ele é a base para geração dos códigos de barras usados no comércio.


Principais tipos de GTIN:

GTIN-8
GTIN-8

Para produtos muito pequenos;

GTIN-12
GTIN-12

Padrão utilizado principalmente nos EUA;

GTIN-13
GTIN-13

O mais comum no varejo brasileiro;

GTIN-14
GTIN-14

Usado para identificação de embalagens e caixas (unidades logísticas).

O GTIN é reconhecido internacionalmente e só pode ser emitido oficialmente no Brasil pela GS1 Brasil, certificando autenticidade e unicidade.

Diferença entre código de barras, GTIN e EAN

Esses três termos costumam gerar dúvidas, mas suas funções são distintas:

Código de barrasGTIN EAN

É apenas a representação gráfica (as barras e espaços) que será lida pelo scanner;

É o número padronizado que fica por trás do código de barras;

É o antigo nome do GTIN, ainda usado por muitos profissionais no Brasil.

O GTIN faz parte do sistema global de identificação gerenciado pela GS1, para cada produto ser reconhecido mundialmente da mesma forma.

Diferença entre código de barras EAN-13 e QR Code para produtos

O código de barras EAN-13 é o padrão adotado pelo varejo para leitura em pontos de venda (PDVs). Ele identifica o item de forma rápida e padronizada.

Já o QR Code pode armazenar muito mais informações, como URLs, dados ampliados e textos. Porém, vale ressaltar, ele não substitui o código de barras no varejo ou na logística, pois não atende aos mesmos requisitos de leitura e padronização global.

Como preencher corretamente o código de barras na NF-e?

O preenchimento do código de barras na NF-e deve seguir o Manual de Orientação do Contribuinte (MOC).

Os dois campos mais importantes são:

  • cEAN — onde deve ser informado o GTIN do produto;
  • cEANTrib — o GTIN da unidade tributável (caso diferente da unidade comercial).

Um exemplo rápido para diferenciar esses campos: um produto vendido na caixa, mas tributado na unidade, terá cEAN e cEANTrib diferentes.
Casos especiais:

  • produtos sem GTIN devem ser preenchidos com “SEM GTIN”;
  • produtos não tributáveis podem ter regras específicas dependendo do estado.

Informações incorretas podem gerar rejeição da NF-e, multas, retrabalho e até bloqueio de vendas em marketplaces.

Quando não é obrigatório usar código de barras?

Em alguns casos, no entanto, o código de barras não é exigido, tais como:

Produtos artesanais produzidos manualmente;

Itens vendidos a granel (frutas, legumes, grãos);

Produtos personalizados sob encomenda;

Embalagens internas não destinadas ao varejo;

Operações específicas previstas pela legislação estadual.

MEIs e pequenos produtores podem estar dispensados, dependendo da operação, mas ainda assim são incentivados a usar GTIN para profissionalização e entrada em marketplaces.

Para qualquer exceção, é importante consultar a regra fiscal e analisar se o produto será comercializado em canais que exigem o código.

Novas fases de implementação da obrigatoriedade do GTIN (2025)

A partir de 2025, novas etapas de exigência do GTIN serão implementadas, ampliando o campo de validação nos documentos fiscais.

Essas fases incluirão:

  • Mais grupos de NCMs com validação automática do GTIN;
  • Ampliação da checagem de unicidade no momento da emissão da NF-e;
  • Aumento da exigência para produtos industrializados, embalagens e kits;
  • Validação cruzada entre GTIN, descrição e unidade comercial.

Empresas devem se preparar conferindo seus cadastros e revisando todos os GTINs ativos.

Como obter um código de barras oficial para seu produto?

O processo para adquirir um código de barras é simples e pode ser feito diretamente com a GS1 Brasil:

  • Associe-se à GS1 Brasil;
  • Cadastre sua empresa e envie os documentos necessários;
  • Receba a raiz GS1, que permitirá criar seus próprios GTINs;
  • Acesse a plataforma da GS1 e gere os códigos individualizados;
  • Aplique o GTIN na embalagem e gere o código de barras correspondente;
  • Atualize o cadastro no Verified by GS1 Brasil.

Como verificar se um código de barras é válido?

A verificação é feita pela plataforma Verified by GS1 Brasil, que permite confirmar a unicidade do GTIN, identificar a empresa detentora do código e consultar o status atualizado do produto. Esse processo evita duplicidades e erros de cadastro que podem travar integrações com marketplaces ou causar devoluções no varejo.

Requisitos da GS1 Brasil para registro de código de barras

Veja os principais requisitos oficiais nacionais para o registro do código de barras em seus produtos:

  • Dados completos da empresa;
  • CNAE compatível com atividade produtiva ou comercial;
  • CNPJ ativo;
  • Informações do produto (peso, tamanho, descrição, unidade);
  • Responsável técnico para o cadastro;
  • Pagamento da taxa de associação e anuidade.

Regularize seus códigos de barras com a GS1 Brasil!

A GS1 Brasil é a única entidade oficial autorizada a emitir GTIN no Brasil. Ao regularizar seus códigos de barras, sua empresa garante aprovação em marketplaces, emissão de NF-e sem rejeições, rastreabilidade completa e redução de erros no varejo. A padronização correta dos produtos aumenta a segurança operacional, reforça a credibilidade da marca e fortalece sua presença no mercado.